Atriz Bel Kutner desabafa sobre o autismo e a síndrome rara de seu filho

Em entrevista a atriz fala sobre a superação dos problemas que já enfrentou na vida e seu amor incondicional pelo filho. Bel Kutner é mãe de uma criança que tem uma síndrome ainda pouco conhecida no país.

Mãe de Davi, uma criança de 12 anos que tem uma síndrome rara e autismo não se deixa abalar pelos problemas e afirma: “Sofrer? Só se for rápido”. Em conversa, a atriz esbanja bom humor e alto astral.

Aos 47 anos de idade, Bel relembra os momentos mais difíceis pelos quais passou, como a morte da mãe, a atriz Dina Sfat, em 1989; a descoberta de que o pai, o ator Paulo José, sofria do Mal de Parkinson e a perda de amigos próximos, durante a adolescência. “Queria minha mãe e meus amigos vivos, só que não sou criança. Sou adulta e sei que na vida perdemos gente e temos problemas”, diz.

Bel também fala sobre as dificuldades que enfrentou, ao descobrir que o filho tem uma síndrome raríssima: a esclerose tuberosa (síndrome rara que provoca tumores benignos pelo corpo).

“Quando descobri que meu filho sofria de esclerose tuberosa, ouvi besteira de gente que ia à internet, pegava meia dúzia de informações e despejava. Aí, me disse: ok, preciso de ajuda médica para não pirar”, conta.

Em relação ao autismo, Bel Kutner, disse em entrevista ao portal IG:

“Acho que quem tem uma pessoa autista na família tem que pedir ajuda, tem que estar com outras pessoas, porque não têm dois autistas iguais, mas têm vários pontos em comum entre eles. A família precisa muito de tratamento. As pessoas que convivem com essa doença precisam de apoio, orientação, um direcionamento e tratamento, porque têm coisas especificas que você passa. Com uma criança autista, você pode criar um mal habito que pode virar um condicionamento errado, e daí para mudar esse padrão é muito pior. O autista precisa de uma atenção dez vezes maior. É muito delicado, porque na melhor das intenções, você pode estar diminuindo a autonomia daquele indivíduo.”

O pequeno Davi merece cuidados extras, mas nem por isso a atriz deixou sua vida de lado e se deixou levar por falsos diagnósticos.

Bel Kutner e Paulo José (Foto de: Cristina Granato)

A atriz prova que sabe se virar muito bem sozinha, afirma que hoje o mais importante para ela é o bem-estar de seu filho e não disfarça sua admiração pelo pai. “Meu pai é o ursinho Pooh, a pessoa mais positiva do mundo. Ele convive há 15 anos com a doença dele e é meu muso”.

Fontes: Portal do Dia ; O Tempo; Gente-IG

 

Vera Garcia

Pedagoga e blogueira. Criadora dos blogs Deficiente Ciente, Raridade e Criança Especial.

Website: http://www.criancaespecial.com.br